"Textos, provas e desmentidos. Memórias, crônicas e declarações de amor..."
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Apesar de tudo, eu quero tudo. Quero ter voz, traços que falem, palavras que retratem imagens, amores…Eu quero tudo. Tudo que alcanço.

Sobre “sofrer por amor”

Pude descobrir que o amor não faz ninguém sofrer. Que amor só faz bem. O que dói no coração é a falta dele. E eu, tenho amor de sobra, pelo menos para dar. E, se recebo, bem ou mal, é amor.

O que nos trás sofrimento tem outro nome. É a dependência do outro, a possessividade, o rancor, o ódio, ciúmes, inveja, a perda, a saudade, a indiferença. O sofrimento está entre mil coisas…E entre mil coisas, tenho certeza, que não está o amor.

Dos nossos epaços

Esqueça suas dores, seus desencontros, e tudo que não pode entrar na sua alma. Deixe de lado aquilo que não coube, nem irá caber nos seus sonhos. Defina o que ocupa o espaço dentro de você. Se não conseguir ampliar nada aí. Quando decidir fugir. Se precisar sair, ou quiser sumir. Aqui, a casa é sua e sobra espaço. Você sabe como chegar.

Das minhas vontades

Não eu não sou fácil

tenho uma mania de eu

exijo muito e não tolero

nada por ninguém

veja bem tome cuidado

por muito pouco eu me afasto

possuo regras e limites

ultrapassar é muito simples

quase ninguém percebe

só uma palavra é capaz

de me ter longe pra nunca mais

olha eu sei, não é fácil

lidar com o meu amor próprio

é que eu me ponho sempre em primeiro lugar

não engulo nada que eu não gosto

só pra agradar

sigo todas as minhas vontades

e haja vontades pra saciar

se quiser vem junto

eu só não prometo te aguentar pra sempre

porque além de tudo

eu enjoo rapidamente

Reflexão sobre declarações de amor

Hoje, em uma conversa casual, fui indagada: “Já fizeste uma declaração de amor?”. Lembrei-me logo dos textos e poesias tão frívolas que fiz à pessoas passageiras, sem nenhuma resposta. Por isso disse: “Não me recordo”. Pura vergonha, claro. Quem se orgulha de se declarar em vão?

Em seguida, veio outra: “E já recebeste uma?”.

Imediatamente neguei.

Continuei a pensar. Nenhuma carta de amor, poesia, nenhuma promessa de amor eterno foi feita para mim, nunca recebi nada. Porém, uma vez…recebi uma flor. De um menino adolescente como eu, na época. Um desconhecido que me abordou na esperança de ganhar um beijo meu com ela. Não convenceu-me, mas guardei-a. Era bonitinha, arrancou de algum jardim.

Seria uma forma de declaração? De certa forma ele declarou através dela: “tu és bela, desejo beija-la”. Se seguir tal linha de raciocínio, incluiria também as vezes em que recebi cartas de amigos. Quantas declarações sobre nosso afeto dentro delas?

Eu sei, não seriam os tipos de declarações que o indagador se referia, de amor romântico, paixão ou desejo. Mas e as declarações de amor amigo, fraternais, ou as pequenas declarações que a vida faz pra mim todos os dias. Talvez eu deva ter recebido mais declarações do que eu penso.

Vale aquela flor? Ou aquele convite pra me levar pra cama? Quiçá um certo sorriso diferente contido de felicidade por me ver, um determinado abraço saudoso, olhares recheados por admiração, que eu senti dentro  de  um atento observar-me. Um suspiro.

As declarações que escorreram pelo rosto de alguém, embalaram-se em acordes de alguém, ou foi embora com o fim do som de um riso sincero. 

Aquelas nas quais não foram feitas de palavras, pois não precisaram ser ditos. 

Alguns gestos podem falar, se a gente estiver atento.

Por isso eu tenho agora, em particular, que, de certa forma, já recebi, sim, não só uma, mas várias declarações. E que, nenhuma declaração é em vão.

Amei

Sem nada em troca receber

De graça

Simplesmente sem querer

Não 

                   talvez bem,

seja     

                                                                        êɔoʌ.

Acordei com a vida escabelada

E as idéias amassadas.

Incubus

Music is one of the most universal things that exist. It’s hard to find someone who does not like music, at least I never found. And you should probably have a favorite song or artist. I’m no different, my favorite band called Incubus. It was born in California in 1991. But came into my life in 2008. I’ll Tell you a little about the relationship I have with this band.

Once I was in one of the worst I’ve lived. Incubus made ​​me find my essence, motivating me to live and find my soul.

I learned to live better after them.

Incubus taught me to count my blessings, never let life pass me by. Experience the warmth before I grow old. That love hurts, but to be there with open arms and open eyes, for whatever tomorrow brings. Taught me to be born free is my privilege.

That we must learn to love each other before it becomes illegal. And do not let the world bring me down because not everyone here is that fucked up and cold.

They were the voices that lets me know that everything I know is wrong, held my head up, ‘cause there’s so much more to get than wronged. To forgive myself and feel the water over me.

I did not discover a band, I discovered a new way of seeing life. I learned more than Buddhism, art, and music. Incubus reinvented myself gave me strength and inspiration mainly.

Incubus taught me to live more harmoniously on this world, I just love this band.

Incubus

—I Miss You

(Fonte: cnsmith, via fuckyeahincubus)

Anônimo asked: Como eu poderia fazer pra conseguir conhecer melhor você?

tem meu contato aqui na descrição do blog

treinadoparaofracasso asked: Por que novembro lhe machuca?

Novembro me machuca por conta da lembrança de um dos piores dias da minha vida em que eu entristeci a pessoa que eu mais amo. 

Incubus

A música é uma das coisas mais universais que existem. É difícil encontrar alguém que não goste de música, pelo menos eu, nunca achei. E provavelmente você deve ter uma canção preferida ou artista. Eu não sou diferente. A minha banda favorita se chama Incubus. Ela nasceu na Califórnia, em 1991. Mas entrou na minha vida em 2008. Vou contar um pouco sobre a relação que eu tenho com essa banda.

Uma vez estive em uma das piores fases que já vivi. Incubus me fez encontrar minha essência, me motivar a viver, encontrar minha alma.

Eu aprendi a viver melhor depois deles.

Incubus me ensinou a contabilizar minhas bençãos, a não deixar a vida me passar para trás. A aproveitar o calor antes de envelhecer, que o amor machuca, mas a estar de braços e olhos abertos para o que quer que o amanhã traga, me ensinou que nascer livre é um privilégio

Que devemos amar uns aos outros antes que isso se torne ilegal e a não deixar o mundo me por para baixo porque nem todos aqui são tão frios assim.

Eles foram as vozes que me revelaram que tudo que eu sabia estava errado, mantiveram minha cabeça erguida , pois há muito mais para ganhar do que a ser prejudicado. A perdoar a mim mesma e sentir a água adentrando. 

Eu não descobri uma banda, eu descobri uma nova forma de enxergar a vida. Aprendi mais que budismo, arte, e música. Incubus me reinventou  me deu força e principalmente inspiração.

Incubus me ensinou a viver de maneira mais harmoniosa nesse mundo, eu simplesmente amo essa banda.

mais uma pequena nota sobre felicidade

Ela depende do perdão do erro. Não perdoar os outros, apenas. É perdoar a si. Sem perdão de a si mesmo, perdoar o outro também não é possível. A leveza do ser é fruto da aceitação. Não se força. Demora, esfola. Acontece. No momento ideal, quando estiver pronto ele vem.

(Fonte: isazs)

Crônica dos Invisíveis

       Querendo fugir de todo sufoco e aperto que o apartamento me causava, saí pela manhã. Deixei meu cão, Stroke, e a Sta. Punk, minha palmeira, e saí, disse que não demoraria, com o pretexto de buscar um livro em algum sebo qualquer. Mas, acabei por passar o dia perambulando pela cidade. Apenas ao fim da tarde fui checar aqueles antigos sebos do centro da cidade antes que fechassem.

        Decidi então pegar um ônibus direto. Ao me sentar, confortavelmente em um banco onde não batia sol, reparei ao meu lado, onde o Sol batia, sentava uma bonita jovem. Não pude olhar diretamente seu rosto por causa da luz, mas pude enxergar ao chão a sobra de sua silhueta. Um perfil harmonioso, cabelos cacheados e uns charmosos óculos de grau, que pareciam cair muito bem em seu nariz comprido e pontudo. Usava um casaco azul marinho com uma grande e alta gola. Ah, sim. Isto o Sol não me impediu observar.

            Era um dia de bonito de outono, e já fazia muito frio em todo Estado. Dias assim, são sempre especiais. O encontro do frio e com o Sol, é como um romance.

            A Livraria e sebo Rose, perto da Avenida 23, é a minha preferida na cidade, apesar de fecharem cedo demais. Pois bem, por sorte, os peguei abertos e lá fui eu escolher um livro qualquer para me distrair do meu eu caótico.

            - Senhor Edu, estamos fechando. - Avisou-me, Maria.

            - Ah sim, obrigado, já escolhi.

            Não, eu não havia escolhido livro algum, raramente isto ocorre sempre me atraio facilmente por diversos livros, mas hoje, não vi graça em nada. Então apressadamente fechei os olhos e retirei apressado da estante um livro aleatório. “Blá blá blá…Oscar Wilde. Bom, acho que não li esse ainda, pois bem, se li, tanto faz, Wilde é sempre Wilde…”

           - Senhor Edu! - repetiu Maria, a dona do Rose, impaciente e sempre com sua verruga engraçada no queixo. (Quando dizia meu nome, “Edu”, a verruga sumia por entre o queixo e os lábios carnudos).

             A Maria era uma jovem-senhora gorda, sempre preocupada e enfezada, e aparentemente amarga. Entretanto, quando pega lendo um de seus livros no balcão, ou indicando livros aos alunos do quinto ano que por ali passam todos os dias após a aula, é possuída por uma doçura jamais comparada.

            - Aqui, Maria, me desculpe, fique com o troco. Au revoir!

            Sentei-me por ali, na avenida, em um dos Cafés que inauguraram naquela semana,  pedi um expresso, e abri meu livro.

            Como precisava daquilo. Daquele momento meu onde escolhi ficar comigo, com o Wilde e um piano ao fundo, que não pude ouvir.

             Escureceu, então voltei para meu caos interior e para casa.

            Cheguei, tirei os sapatos, Stroke latiu, molhei a Srta. Punk. Antes ir à cozinha fazer um lanche, lembrei-me de verificar a secretária eletrônica, há muito tempo vazia, sem esperanças:

            -“Edu…é a Lívia. Tá sem celular? Bom, digo, tudo bem? Eu não sei se você já voltou de viagem, mas…Tudo bem, se  estiver por aí…quer dizer, se está. Bom, Edu, eu vou tocar hoje em um café que inaugurou na Avenida 23, se tu quiser, sei lá…Sinto saud…Eu…Qualquer coisa meu celular é o mesmo. Abraços…”

            Podem dizer que é azar, eu costumo ter azar. Mas nem sempre tudo é azar. E se por um dia for sorte?

            Sorte de sentar ao lado da linda menina e apreciar sua sombra, feita pela luz vinda da janela. A sorte de um dia frio com Sol. A sorte de abrir a janela hoje.

            A sorte de Oscar Wilde ser um ótimo escritor e me fazer desligar de meus medos, vergonhas e erros por algumas horas.

            Sorte de poder me encontrar em uma tarde de desencontro. 

            Enquanto isso, o mundo vai cambaleando, e a gente se equilibrando, entre o chão e o céu, no barbante da eterna incerteza.

            E a saudade dela não ficou naquele Café, nem caiu pelas calçadas.

(Isabela Zamora Santos, Curitiba - PR)  21 MAIO 2013

Progress part II

I’m five injuries unless from count.

I’m so happy for that.